terça-feira, 13 de maio de 2014

DV

A medicina e a imortalidade humana

As bactérias são seres imortais, ao contrário dos multicelulares. Relação entre sexo e
morte?
Os seres com feminino e masculino são mortais depois de se reproduzirem. Os humanos
vivem até aos 120 anos.
Os médicos não protegem da morte mas tentam que as pessoas vivam até aos 120anos
(evitar morte antecipada).
É preciso aceitar a nossa morte pessoal para aceitar a dos pacientes. É essencial uma
reflexão profunda sobre a nossa morte. Fazer um luto antecipado para não ter medo morte e
aceitá-la com tranquilidade. Para esta reflexão é preciso acompanhar a morte de alguém. O
médico tem de ver como as pessoas morrem. Quando as pessoas estão a morrer, querem
perguntar falar com o médico. Ele é responsável pelo acompanhamento dos doentes. Para o
médico conseguir acompanhar a morte dos outros tem de aceitar a sua própria, sem ter
medo. Este processo de aceitar é progressivo.
Há critérios de morte e o médico tem de escrever que a pessoa morreu. A paragem
cardiorrespiratória foi muito tempo o critério para decretar a morte. Hoje em dia
predominam os critérios de morte cerebral (tronco cerebral: parte neurovegetativa que
controla o simpático e parassimpático). Isto permite manter coração e pulmões a trabalhar
(por equipamentos externos) para retirar órgãos para transplante. Isto levantou um grande
problema ético, principalmente com crianças. Toda a gente é doadora de órgãos, a não ser
que não queira (tem de assinar). Juridicamente podem colher os órgãos mas atualmente
devem perguntar aos pais. Se eles não aceitarem, o que fazer? Dilema ético! Eticamente não
se deve fazer.
A morte dos organismos multicelulares ocorre quando há desorganização.
A imortalidade simbólica está muitas vezes presente "hoje não vou morrer". Há seis
modos de imortalidade simbólica.
1. Imortalidade biológica: procriação como imortalidade porque os filhos continuam a
nossa vida e a nossa espécie.
2. Imortalidade ao modo cultural: seres humanos são criadores permanentes de
culturas. A lei da morte é o esquecimento. Camões e Miguel Ângelo continuam vivos.
"Eu morro mas deixo cá as minhas obras"
3. Imortalidade social: a sociedade reconhece-lhe importância; ex.: quando a família faz
uma árvore genealogica.
4. Imortalidade transcendental: as pessoas acreditam em algo superior que não é
concretizável. Ex.: ioga permite separar-nos do mundo terreno; dois self: o cognitivo
e o visual. Há um mapa e um sentido de nós. Consciência=espírito?
5. Imortalidade religiosa: algumas religiões prometem a imortalidade (do corpo para
mente). Aceita a morte; ressurgir é voltar "à vida do mundo que há de vir" Credo, religião católica
6. Imortalidade informática: criamos uma página na Internet que quando morrermos
continua viva.

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